Foto de Victor Hugo

Victor Hugo Masculino

Role a página para encontrar informações gerais como peso, altura e idade de Victor Hugo, dentre outras.

Você também irá encontrar outras celebridades que fazem aniversário no mesmo dia, além de signo dos famosos e comentários da comunidade.

Vida literária de Victor Hugo

Como muitos escritores de sua geração, Victor Hugo foi profundamente influenciado por François-René de Chateaubriand, famosa figura da escola romântica e figura proeminente da literatura francesa do começo do século XIX.

Quando jovem, Hugo afirmou que seria “Chateaubriand ou nada”, e sua vida teria muitas semelhanças com a de seu predecessor.

Como Chateaubriand, Hugo daria força ao Romantismo, envolver-se-ia com política como defensor da causa republicana e seria forçado ao exílio devido à suas opções políticas.

A eloquência e a paixão precoce das primeiras obras de Victor Hugo trouxeram-lhe sucesso e fama quando ainda jovem. Sua primeira coletânea de poesia (Odes et Poésies Diverses) foi publicada em 1822, quando Hugo tinha apenas vinte anos de idade, e lhe rendeu uma pensão real de Luís XVIII.

Embora os poemas fossem admirados por seu ardor e sua fluência espontâneos, foi sua próxima coletânea (Odes et Ballades), publicada em 1826, que revelaram Hugo como grande poeta.

A primeira obra madura de ficção do autor francês apareceu em 1829, e refletia a aguda consciência social que permearia sua obra posterior.

Le Dernier jour d'un condamné (O Último Dia de um Condenado à Morte) teria profunda influência sobre autores posteriores como Albert Camus, Charles Dickens e Fiódor Dostoiévski.

Claude Gueux (1834), uma estória documental sobre a execução de um assassino francês, foi considerada mais tarde pelo próprio autor como precursora de sua maior obra sobre a injustiça social (Os Miseráveis).

Seu primeiro romance a ser enormemente reconhecido foi ''O Corcunda de Notre-Dame'', publicado em 1831 e logo traduzido para diversos idiomas através da Europa.

Um dos efeitos dessa obra foi levar a cidade de Paris a restaurar a bastante negligenciada Catedral de Notre-Dame, a qual estava atraindo milhares de turistas que haviam lido a novela.

O livro também renovou o apreço por construções pré-renascentistas, as quais passaram a ser mais cuidadosamente preservadas. Victor Hugo começou a planejar um grande romance sobre miséria e injustiça social no começo da década de 30, mas a obra só seria publicada em 1862.

O escritor estava consciente da qualidade do livro. A editora belga Lacroix and Verboeckhoven realizou uma campanha de publicidade incomum para a época, emitindo notas à imprensa sobre o trabalho até seis meses antes do lançamento.

Ademais, publicou inicialmente apenas a primeira parte da novela (Fantine), lançada simultaneamente em grandes cidades. Estoques inteiros do livro foram vendidos em dias, e a obra teve grande impacto sobre a sociedade francesa.

A crítica francesa foi, em geral, hostil ao romance. Barbey d’Aurevikky reclamou da vulgaridade da obra; Flaubert achou que o livro não era “nem verdadeiro nem genial”; Baudelaire – apesar de críticas positivas em jornais – chamou a obra de “sem graça e inepta”.

Os Miseráveis, no entanto, mostraram-se populares junto às massas, e logo os temas abordados estavam em destaque na Assembleia Nacional da França.

Hoje a novela permanece como sua obra mais popular, tendo sido adaptada para o cinema, a televisão, o teatro e para musicais.

Victor Hugo afastou-se de temas políticos e sociais em seu próximo romance, Les Travailleurs de la Mer (Os Trabalhadores do Mar), publicado em 1866.

Ainda assim, o livro foi bem recebido, talvez devido ao sucesso prévio de Os Miseráveis. Dedicado à ilha de Guernsey, localizada no Canal da Mancha e na qual o escritor passou 15 anos de exílio.

A descrição de Hugo da batalha do homem contra o mar e as criaturas que nele habitam tornou conhecido um prato incomum em Paris: Lulas.

A palavra utilizada em Guernsey para se referir ao animal (pieuvre) foi incorporada ao léxico francês. Em sua próxima obra, Hugo retornou aos temas políticos sociais.

L'Homme Qui Rit (O homem que ri) foi publicado em 1869 e fazia um retrato crítico da aristocracia. Contudo, o livro não foi bem recebida como seus trabalhos anteriores, e o próprio escritor passou a comentar sobre a crescente distância entre sua obra e a de seus contemporâneos, como Flaubert e Émile Zola, cujas novelas realistas e naturalistas ganhavam popularidade.

Seu último romance, Quatre-vingt-treize (Noventa e três), publicado em 1874, abordava um tema até então evitado por Victor Hugo: o reinado do terror, durante a Revolução Francesa.

Embora a popularidade do escritor francês estivesse em declínio quando de sua publicação, muitos consideram hoje Quatre-vingt-treize uma obra à altura das mais famosas de Victor Hugo.

Pensamento político de Victor Hugo

A partir de 1849, Victor Hugo dedica um quarto da sua obra à política, um quarto à religião e outro à Filosofia humana e social.

Sempre um reformista, envolve-se em política por toda a sua vida. Mas se critica as misérias sociais, não adota o discurso socialista da luta de classes.

Pelo contrário, ele próprio viveu uma vida financeiramente confortável, construída com seus próprios esforços, tornando-se um dos escritores mais bem remunerados de sua época.

Acreditava no direito do homem usufruir dos frutos do seu trabalho, embora reforçasse a responsabilidade que acompanha o enriquecimento pessoal.

Desse modo, sempre buscou prosperar enquanto doava uma parte significativa de sua renda para diferentes obras de caridades. Seu principal romance, os Miseráveis, narra a história de um self made-man, Jean Valjean, um sujeito que foge da prisão e reconstrói sua vida através do trabalho.

Valjean monta uma empresa e, através dela, traz prosperidade para a sua região; além disso, usa sua fortuna em obras de caridade para ajudar os pobres.

Suas boas obras são interrompidas apenas quando um policial - um agente do Estado - decide interferir arbitrariamente nas atividades privadas da sociedade civil.

Os Miseráveis, portanto, traz claramente a filosofia política de Victor Hugo. É um mundo onde há cooperação - e não luta - entre as classes; onde o empreendedor desempenha uma função essencialmente benéfica para todos; onde o trabalho é a via principal de aprimoramento pessoal e social; onde a intervenção estatal por motivos moralistas - seja do policial ou do revolucionário obcecado pela justiça terrena - é um dos principais riscos para o bem de todos que será gerado espontaneamente pelos indivíduos privados.

Ele também se opõe à violência quando ela se aplicou contra um poder democrático, mas a justifica (conforme à Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão), contra um poder ilegítimo.

É assim que, em 1851, lança um chamado à luta - "carregar seu fuzil e ficar preparado" - que não é seguido.

Mantém esta posição até 1870, quando começa a Guerra Franco-Prussiana; Hugo a condena: "guerra de capricho" e não de liberdade.

Em seguida, o império é deposto e a guerra continua, desta vez contra a república. O argumento de Hugo em favor da fraternização resta, ainda, sem resposta.

É assim que, em 17 de Setembro, publica uma chamada ao levante das massa e à resistência. Os republicanos moderados ficam horrorizados: preferem Bismarck aos "socialistas"!

A população de Paris, no entanto, se mobiliza e lê avidamente Les Châtiments. (Ver Comuna de Paris). Coerente, Hugo não podia ser comunista: "O significado da Comuna é imenso, ela poderia fazer grandes coisas, mas na verdade faz somente pequenas coisas.

E pequenas coisas que são odiosas, é lamentável. Compreendam-me: sou um homem de revolução. Aceito, assim, as grandes necessidades, mas somente sob uma condição: que sejam a confirmação dos princípios e não o seu desrespeito.

Todo o meu pensamento oscila entre dois pólos: civilização-revolução "." A construção de uma sociedade igualitária só será possível se for consequência de uma recomposição da sociedade liberal.".

No entanto, diante da repressão que se abate sobre os comunistas, o poeta declara seu desgosto: "Alguns bandidos mataram 64 reféns.

Replica-se matando 6 000 prisioneiros!". Denunciando até o fim a segregação social, Hugo declara durante a última reunião pública que preside: "A questão social perdura.

Ela é terrível, mas é simples: é a questão dos que têm e dos que não têm!". Tratava-se precisamente de recolher fundos para permitir a 126 delegados operários a viagem ao primeiro Congresso socialista da França, em Marselha. Victor Hugo, no entanto, nunca aceitou o discurso socialista.

Ele acreditava que uma sociedade aberta encontraria soluções para seus problemas. Mais que isso, ele era contra políticas de redistribuição de riquezas, pois o efeito dessas seria desincentivar a produção, fazendo com que toda a sociedade caminhasse para trás.

Caso fosse permitida a liberdade de comércio, por outro lado, e caso se tolerasse algum grau de desigualdade social, o resultado seria o progresso geral de todos, beneficiando inclusive os membros mais pobres da sociedade.

"O comunismo e o agrarianismo acreditam que resolveram este segundo problema [da distribuição de renda], mas estão enganados: a distribuição destrói a produtividade.

A repartição em partes iguais mata a ambição e, por consequência, o trabalho. É uma distribuição de açougueiros, que mata aquilo que reparte.

Portanto, é impossível tomar essas pretensas soluções como princípio. Destruir riqueza não é distribuí-la". Victor Hugo pronunciou durante a sua carreira política quatro grandes discursos: um sobre a defesa do litoral; um sobre a condição feminina; um sobre o ensino religioso; e uma argumentando contra a pena de morte.

Pensamento religioso de Victor Hugo

Durante seu exílio na ilha Jersey entre 1851 e 1855, Victor Hugo participou de inúmeras sessões espíritas observando as então emergentes mesas girantes, vindo a acreditar que por tal meio conseguiu entrar em contato com diversos espíritos - entre eles o de sua falecida filha Leopoldina - e que obteve confirmação de muitas de suas antigas ideias filosóficas e religiosas, chegando a escrever: "Os seres que povoam o Invisível, e que veem os nossos pensamentos, sabem que há vinte cinco anos me ocupo dos assuntos que a mesa suscita e aprofunda".

Diante de experiências como essas Victor Hugo se tornou espírita e em 1867 clamou que a ciência deveria dar atenção e seriedade para os fenômenos das mesas: "A mesa girante ou falante foi bastante ridicularizada.

Falemos claro. Esta zombaria é injustificável. Substituir o exame pelo menosprezo é cômodo, mas pouco científico. Acreditamos que o dever elementar da Ciência é verificar todos os fenômenos, pois a Ciência, se os ignora, não tem o direito de rir deles.

Um sábio que ri do possível está bem perto de ser um idiota. Sejamos reverentes diante do possível, cujo limite ninguém conhece, fiquemos atentos e sérios na presença do extra-humano, de onde viemos e para onde caminhamos".

Em muitas de suas obras, tanto em prosa como em poesia, o escritor manifestou sua forte crença na vida após a morte, como por exemplo no poema À Villequier de 1854: No final de seu testamento, o escritor escreveu: "Deixo cinquenta mil francos aos pobres.

Desejo ser levado para o cemitério na sua carreta. Recuso a oração de qualquer igreja; peço uma oração a todas as almas.

Creio em Deus. Victor Hugo". O astrônomo e pesquisador psíquico francês Camille Flammarion escreveu em 1889: "Victor Hugo, alguns anos antes de sua morte, por várias vezes conversou pessoalmente comigo em Paris; ele jamais deixara de acreditar nas manifestações de Espíritos.

E esta inquebrantável crença, cujas raízes remontavam às experiências de Jersey, no convívio diuturno com as “mesas falantes” foi, para o gigante da literatura do século XIX, um incentivo para a vida, para o trabalho e para o amor a seus semelhantes".

No final de 2012, o museu Maison de Victor Hugo, que antes foi a casa do escritor, em Paris, abriu uma exposição sobre a influência do Espiritismo em Victor Hugo e na produção artística em geral: "Entrée des médiums, Spiritisme et Art, de Hugo à Breton".

O título "Entrada dos médiuns" vem de um texto do francês André Breton, líder do surrealismo, movimento artístico que teve grande interesse pela mediunidade, principalmente pela psicopictografia.

Data de Aniversário de Victor Hugo

Victor Hugo comemora seu aniversário todo dia 02 de Abril, e é do signo de Áries.

Victor Hugo: Idade e Data de Nascimento

Victor Hugo nasceu em 1978, era Domingo. Hoje tem 43 anos de idade.

Altura de Victor Hugo

Ainda não temos informações sobre a altura de Victor Hugo. Se você sabe, ajude a gente enviando essa informação nos comentários ao final da página.

Características Físicas

Altura Não informado
Peso Não informado
Peso Ideal Não informado
Olhos Não informado
Tom da pele Não informado
Sexo / Gênero Masculino

Também fazem aniversário no dia 02 de Abril

Bethany Joy Lenz Carlos Salcido Ethan S. Smith Gabriela Marcinková Grafite Jaime Ray Newman Jana Marie Hupp Jesse Plemons Linda Hunt Mauro Mendonça Michael Fassbender Paul Gambaccini Pedro Pascal Penelope Keith Quavo Rafa Kalimann Thomas McNamara

Outros famosos do signo de Áries

Abigail Breslin Adam Lieberman Adam Scott Adam Shaw Adriane Galisteu Adriano Luz Adrien Brody Afrika Bambaataa Agnes Fontoura Aki Kaurismäki Akon Al Gore Alan Arkin Alan Ayckbourn Alberto Dalbés Alec Baldwin Aleksey Petrenko Alessandra Ambrosio Alexander Rapoport Ali Wong Alia Shawkat Alice Braga Alicia Lagano Alyson Leigh Rosenfeld Amácio Mazzaropi Amber Lee Connors Amy Goodman Ana Maria Braga Ana Videira Anderson Silva André Frateschi Andrea Quattrocchi Andrew Daly Andrew Lloyd Webber Andrew McClay Andy Garcia Andy Nyman Angela Featherstone Angus Young Anitta Anna Konkle Annette O'Toole Anthony De Longis Antoine Griezmann António Capelo Antonio Fagundes Anya Taylor-Joy Armando Babaioff Armando Bógus Aurora Duarte Austin Mahone Ayrton Senna Beatriz Batarda Bernardo De Paula Bethany Joy Lenz Bette Davis Blaise Matuidi Bob Costas Bob Harris Boguslaw Samborski Bokeem Woodbine Bonnie Johnson Brad Garrett Brad Gerlach Brad Lee Wind Brad William Henke Brenda Strong Brent Hinkley
Ver todos

Comentários