Foto de Orhan Pamuk

Orhan Pamuk Masculino

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Biografia de Orhan Pamuk

Pamuk nasceu em Istambul em 1952, filho do engenheiro civil Gündüz Pamuk (1925-2002), tendo crescido em uma abastada família burguesa em declínio, uma experiência que ele descreve na passagem de romances seus como O Livro Negro e O Senhor Cevdet e Seus Filhos, bem como mais profundamente no seu Istambul: Memórias e a Cidade.

Teve uma educação no Robert College da Turquia e passou a estudar arquitetura na Universidade Técnica de Istambul. Abandonando a escola de arquitetura três anos depois, tornou-se escritor em tempo integral e, em 1976, graduou-se no Intituto de Jornalismo da Universidade de Istambul.

Dos 22 a 30 anos, Pamuk conviveu com sua mãe, escreveu seu primeiro romance e tentou encontrar uma editora para a publicação.

Em 1 de março de 1982, Pamuk casou-se com Aylin Turegen, historiadora. De 1985 a 1988, enquanto sua esposa graduava a Universidade Columbia, Pamuk adquiriu o direito de visitar a instituição e utilizou este tempo para realizar pesquisas e escreveu seu romance O Livro Negro. Pamuk retornou para Istambul.

Ele e sua mulher tiveram uma filha chamada Rüya nascida em 1991, cujo nome significa "sonho" em turco. Em 2001, ele e Aylin divorciaram-se.

Fama de Orhan Pamuk

Logo após a publicação do seu terceiro romance, o nome de Pamuk começa a ter repercussão além fronteiras. A Cidadela Branca (Beyaz Kale, 1985) é assim contemplado com o primeiro de muitos prémios literários internacionais.

Nesta obra o autor começa a experimentar técnicas pós-modernas, distanciando-se claramente do naturalismo dos seus primeiros trabalhos. Entre 1985 e 1988, Pamuk residiu em Nova Iorque, trabalhando como professor convidado na Universidade de Columbia.

Durante a sua estadia escreveu grande parte do livro que iria começar a cimentar a sua reputação internacional e que teve um acolhimento muito favorável por parte do escritor norte-americano John Updike: Kara Kitap.

Com os títulos de Os Jardins da Memória na edição portuguesa e The Black Book, na edição inglesa, foi publicado já após o seu regresso a Istambul, em 1990, e constituiu um ponto de viragem na sua carreira, graças ao sucesso que granjeou entre o público.

Em 1992, esta controversa obra foi levada ao grande ecrã pelo seu compatriota Ömer Kavur, tendo sido o próprio Pamuk a escrever o guião do filme, intitulado Gizli Yüz (The Secret Face).

O Nobel de Orhan Pamuk

Em 1995, publica o romance Vida Nova (Yeni Hayat), que em breve se tornaria num dos livros mais lidos de sempre na Turquia. A consagração definitiva dos críticos literários viria em 1998, com O Meu Nome É Vermelho (Benim Adım Kırmızı), um romance onde fantasia e realidade andam de mãos dadas e em que o mistério, o amor e a reflexão filosófica se entrelaçam sobre o pano de fundo de uma Istambul do século XVI, onde por vezes irrompe a Istambul dos dias de hoje.

Esta obra valeu-lhe o prestigiado International IMPAC Dublin Literary Award de 2003, além de outros dois prémios. Em O Meu Nome É Vermelho, Pamuk narra a história de um cadáver que conhece seu assassino numa reconstituição do Império Otomano e sua tradição de ilustração de livros no final do século XVI.

Mas o que o catapultou definitivamente para a fama mundial entre o grande público foi o facto de ter sido galardoado, a 12 de Outubro de 2006, com o Nobel de Literatura.

Na alegação onde a Academia Sueca justificava a atribuição do prémio, é de destacar a seguinte frase: "Em busca da alma melancólica da sua cidade natal, Pamuk encontrou novos símbolos para retratar o choque e o cruzamento de culturas".Öteki Renkler ("Outras Cores") acaba de ser publicado em português (foi lançado em outubro - veja resenha do livro em https://web.archive.org/web/20110101065610/http://cultura.updateordie.com/).

Outros escritos de Pamuk são: nsaios 1999 , romance, 2002; İstanbul: Hatıralar ve Şehir, memórias; Babamın Bavulu ("A Mala do Meu Pai"), três comunicações, 2007 - nenhum traduzido para o português ainda.

Actividades políticas de Orhan Pamuk

Pamuk é uma figura de proa na Turquia na defesa dos direitos políticos dos curdos, tendo sido processado em 1995 juntamente com outros escritores por publicarem uma série de ensaios muito críticos em relação ao tratamento dado aos curdos pela Turquia. Em 2005 Pamuk foi acusado de "insultar e desacreditar a identidade turca" numa entrevista concedida a Das Magazin, um suplemento semanal de vários jornais diários suíços.

Na entrevista, o escritor afirmava que "ninguém se atreve a falar" do genocídio contra o povo arménio levado a cabo pela Turquia durante a Primeira Guerra Mundial e da posterior matança de 30 mil curdos.

O caso foi levado à justiça turca, e Pamuk teve mesmo que prestar declarações em tribunal. Este caso suscitou grande polémica internacional e o romancista tornou-se conhecido um pouco por todo o mundo.

Obras de Orhan Pamuk

Cevdet Bey ve Oğulları (Cevdet Bey and His Sons), romance, Istambul: Karacan Yayınları, 1982 Sessiz Ev (A Casa do Silêncio), romance, Istambul: Can Yayınları, 1983 Beyaz Kale (A Cidaddela Branca), romance, Istambul: Can Yayınları, 1985 Kara Kitap (Os Jardins da Memória), romance, Istambul: Can Yayınları, 1990 Gizli Yüz (Secret Face), peça de teatro, Istambul: Can Yayınları, 1992 Yeni Hayat (Vida Nova), romance, Istambul: İletişim Yayınları, 1994 Benim Adım Kırmızı (O meu nome é vermelho), romance, Istambul: İletişim Yayınları, 1998 Öteki Renkler (Outras cores), ensaios, Istambul: İletişim Yayınları, 1999 Kar (Neve), romance, Istambul: İletişim Yayınları, 2002 İstanbul: Hatıralar ve Şehir (Istambul: Memórias de uma cidade), memórias, Istambul: Yapı Kredi Yayınları, 2003 Babamın Bavulu (My Father's Suitcase), Nobel Söylevi, İstanbul, İletişim Yayınları, 2007 Masumiyet Müzesi (O Museu da Inocência), romance, Istanbul: İletişim Yayınları, 2008 Manzaradan Parçalar: Hayat, Sokaklar, Edebiyat (Pieces from the View: Life, Streets, Literature), ensaios, Istambul: İletişim Yayınları, 2010 Saf ve Düşünceli Romancı ("O romancista ingénuo e o sentimental") crítica literária, İstanbul: İletişim Yayınları, 2011 Şeylerin Masumiyeti (The Innocence of Objects), Masumiyet Müzesi Kataloğu, İletişim Yayınları 2012 Kafamda Bir Tuhaflık (Brasil: Uma sensação estranha / Portugal: Uma estranheza em mim), romance, Istambul: Yapı Kredi Publications, 2014 Resimli İstanbul - Hatıralar ve Şehir, memória, Yapı Kredi Yayınları, 2015 Kırmızı Saçlı Kadın (Brasil: A Mulher Ruiva), romance, Yapı Kredi Yayınları, 2016 Hatıraların Masumiyeti, rascunhos e ensaios, Yapı Kredi Yayınları, 2016.

Reconhecimentos de Orhan Pamuk

Doutoramentos Honoris Causa: Alemanha 2007 Universidade Livre de Berlim, Departamento de Filosofia e Humanidades Países Baixos 2007 Tilburg University Turquia 2007 Boğaziçi University, Departamento de Línguas e Literaturas Ocidentais Estados Unidos 2007 Georgetown University Espanha 2008 Universidade de Madrid Líbano 2003 Universidade Americana de Beirute Itália 2017 Accademia di Belle Arti di Brera Rússia 2017 Universidade Estatal de São Petersburgo.

Data de Aniversário de Orhan Pamuk

Orhan Pamuk comemora seu aniversário todo dia 07 de Junho, e é do signo de Gêmeos.

Orhan Pamuk: Idade e Data de Nascimento

Orhan Pamuk nasceu em 1952, era Sábado. Hoje tem 69 anos de idade.

Altura de Orhan Pamuk

Ainda não temos informações sobre a altura de Orhan Pamuk. Se você sabe, ajude a gente enviando essa informação nos comentários ao final da página.

Características Físicas

Altura Não informado
Peso Não informado
Peso Ideal Não informado
Olhos Não informado
Tom da pele Não informado
Sexo / Gênero Masculino

Horóscopo e Signo de Orhan Pamuk

Orhan Pamuk é de Gêmeos ♊, um signo de Ar.

O nativo do signo de Gêmeos traz consigo algumas características que podem ou não ser vistas em Orhan Pamuk em diferentes graus de intensidade. Veja abaixo um pouco de cada uma dessas características.

Pontos fortes tornam Orhan Pamuk uma pessoa:

  • energética
  • inteligente
  • imaginativa
  • inteligente
  • adaptável

Fraquezas ou Pontos fracos tornam Orhan Pamuk uma pessoa:

  • superficial
  • impulsiva
  • inquieta
  • desonesta
  • indecisa

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