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Christopher Nolan

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Juventude de Christopher Nolan

Christopher Nolan nasceu em Londres, em 30 de julho de 1970. Seu pai, o britânico Brendan James Nolan, foi um executivo publicitário, e sua mãe, a estadunidense Christina Nolan (nascida Christina Jensen), trabalhou como comissária de bordo e professora de língua inglesa.

É o segundo de três filhos, mais novo que Matthew e mais velho que Jonathan. Durante a infância, viveu em constante mudança entre Londres e Chicago, portando dupla cidadania.

Nolan começou a criar em audiovisual aos sete, quando usava uma câmera Super-8 emprestada de seu pai e filmava curtas-metragens com action figures.

Crescendo, o menino passou a admirar Star Wars e, com cerca de oito anos, produziu uma animação em stop motion, chamada Space Wars, em homenagem à franquia.

Seu tio, que trabalhava para a NASA construindo sistemas de orientação e navegação para os foguetes do programa Apollo, enviava-lhe gravações em vídeo de partidas nas plataformas de lançamento.

"Eu as refilmava e editava [dentro das produções caseiras], pensando que ninguém iria notar", observou Christopher mais tarde. Aos onze, passou a aspirar carreira de cineasta profissional.

O rapaz estudou no Haileybury and Imperial Service College, uma escola independente em Hertford Heath, Hertfordshire, e depois cursou graduação em literatura inglesa na University College London (UCL).

Ele escolheu a instituição especificamente em decorrência da qualidade de suas instalações para produção audiovisual, que incluíam uma suíte de edição Steenbeck e câmeras de filme 16 mm.

Nolan foi presidente de cineclube na faculdade; com Emma Thomas — sua namorada; futura esposa e parceira de trabalho — organizava exibições de longas-metragens de 35 mm durante o período letivo e, usando o dinheiro arrecadado com as sessões, produzia filmes de 16 mm nas férias de verão.

Durante seus anos de faculdade, Christopher criou dois curtas. O primeiro foi o surreal de 8 mm Tarantella (1989), que veio a ser exibido na Image Union, uma mostra de vídeos e filmes independentes do Public Broadcasting Service.

O segundo, Larceny (1995), foi filmado em preto e branco num fim de semana, com elenco, equipe e equipamentos limitados.

Financiado pelo próprio Nolan e realizado com o aparato do cineclube, essa produção veio a figurar no Cambridge Film Festival de 1996, além de ter sido considerada um dos melhores curtas de alunos da UCL.

Temas de Christopher Nolan

Nolan costuma explorar, em seus trabalhos, temas existenciais, éticos e epistemológicos, tais como experiência subjetiva, distorção de memória, moralidade humana, natureza do tempo e construção da identidade pessoal.

"Eu sou fascinado por nossa percepção subjetiva da realidade, por estarmos todos vinculados a pontos muito singulares de vista, perspectivas únicas que todos concordamos serem uma realidade objetiva, e o cinema é uma das formas por meio das quais podemos tentar ver as coisas a partir do mesmo ponto de vista".

O crítico de cinema Tom Shone descreveu os filmes do cineasta como "thrillers epistemológicos cujos protagonistas, tomados pelo desejo por respostas definitivas, devem articular cenários intrincados nos quais a verdade está sempre fora de seu alcance".

Os personagens de Christopher são muitas vezes emocionalmente perturbados e moralmente ambíguos, tendo de enfrentar medos e ansiedades envoltos em solidão, culpa, ciúme e ganância, em adição a temas maiores que costumam envolver corrupção e conspiração.

Abordando a "neurose cotidiana; o nosso leque constante de medos e nossas esperanças por nós mesmos" numa realidade aumentada, Nolan torna esses fatores mais acessíveis a um público universal.

Nesse contexto, o diretor já chegou a declarar que incorpora suas experiências pessoais ao trabalho: "De um ponto de vista criativo, o processo de crescimento, o processo de amadurecimento, casar, ter filhos, eu tentei usar isso em minha obra.

Eu só tentei ser sempre conduzido pelas coisas que eram importantes para mim". Escrevendo para o The Playlist, Oliver Lyttelton destacou a paternidade como um tema recorrente na obra de Nolan, acrescentando: "o diretor evita falar sobre sua vida privada, mas a paternidade tem sido o cerne emocional de quase tudo o que ele fez, pelo menos a partir de Batman Begins em diante (filmes anteriores, deve-se dizer, pré-datados ao nascimento de seus filhos).".

No período de promoção de Interstellar, Jessica Chastain disse: "No núcleo [do filme], é tratado [a temática de] o amor, trata-se de um pai e filha...

Eu acho que, para Chris, sendo um pai, essa história foi bastante relacionável. O tema mais proeminente nas produções do cineasta, contudo, é o conceito de tempo.

Christopher identificou que todos os seus longas "tiveram alguma relação curiosa com o tempo, geralmente apenas num sentido estrutural, de forma que eu sempre fui interessado na subjetividade temporal".

Escrevendo para o Film Philosophy, Emma Bell apontou que os personagens em Inception, por exemplo, não viajam no tempo literalmente, "em vez disso, eles escapam do tempo ao se verem reféns dele, construindo a ilusão de que o tempo não passou, e não está passando agora.

Eles experienciam-no penosamente, destruindo, por vontade e consciência, essa vivência por meio da criação de múltiplas existências simultâneas". Em Interstellar, Nolan explorou as leis da física como representadas na teoria da relatividade geral de Einstein, identificando tempo como antagonista da trama.

Na filmografia de Christopher, a realidade é muitas vezes um conceito abstrato e frágil. Alec Price e M. Dawson, da Left Field Cinema, observaram que as crises existenciais de figuras masculinas em conflito "a lutar contra a natureza volátil da identidade" é um tema de relevo na obra do cineasta.

O mundo real (ou objetivo) é de menor importância comparado à forma com a qual nós assimilamos e lembramos, e isso cria (ou subjetiva) a realidade que realmente importa.

"É unicamente na mente e no coração que qualquer sentimento de permanência ou de equilíbrio nunca pode ser encontrado". De acordo com o teórico de cinema Todd McGowan, essas "realidades criadas" também revelam a importância ética e política se de criar ficções.

Os filmes de Nolan tipicamente enganam os espectadores acerca dos eventos que ocorrem e das motivações dos personagens, mas não abandonam completamente a ideia da verdade.

Em vez disso, "eles nos mostram o como conceito da verdade deve emergir da mentira, quando não é para nos deixar inteiramente perdidos".

Nesse sentido, McGowan argumenta que Christopher é o primeiro cineasta a dedicar-se inteiramente à ilusão do meio, chamando-o de hegeliano.

A trilogia "The Dark Knight" explora temas como caos, terrorismo, escalada da violência, manipulação financeira, utilitarismo, vigilância em massa e conflitos de classe.

A série apresenta um arco de ascensão (filosoficamente) de um homem a um "mais que apenas homem", semelhantemente ao conceito de Além-Homem nietzschiano.

Tais títulos também abordam ideias próximas à glorificação filosófica de Rousseau a uma maneira mais simples, mais primitiva de vida e ao conceito de "vontade geral" do mesmo pensador.

O teórico Douglas Kellner viu a série como uma alegoria de crítica à era Bush-Cheney, destacando os temas da corrupção governamental e incapacidade de resolver problemas sociais, bem como o espetáculo cinemático e a iconografia, que lembram o 9/11.

Em Inception, Nolan foi inspirado por sonhos lúcidos e incubação de sonhos. Os personagens do filme tentam plantar uma ideia na mente de uma pessoa sem o seu conhecimento, similarmente às teorias de Freud de que o inconsciente influencia o comportamento de alguém involuntariamente.

A maior parte do filme se passa em ambientes de sonho interligados; isso cria um quadro em que as ações em diferentes camadas oníricas ou na realidade afetam e agitam as outras.

O sonho, nesse contexto, está sempre num estado de emergência, em que níveis são cruzados e maiores profundidades são alcançadas ao longo da jornada.

Inception, como Memento e The Prestige, utiliza dispositivos metalépticos de contação de histórias e a "afinidade autoral de confluência de valores narrativos e cognitivos para dentro e ao âmago história ficcional", característica de Nolan.

O diretor, por sua vez, tem dito que filmes são "adequados à abordagem do paradoxo, da recursividade e do "mundos-dentro-de-mundo".

Influências de Christopher Nolan

Nolan já citou os nomes de Stanley Kubrick, Terrence Malick, Orson Welles, Fritz Lang, Nicolas Roeg, Sidney Lumet, David Lean, Ridley Scott, Terry Gilliam e John Frankenheimer.

Entre seus filmes favoritos pessoais, estão incluídos Blade Runner (1982), Star Wars (1977), The Man Who Would Be King (1975), Lawrence of Arabia (1962), Chinatown (1974), e 2001: A Space Odyssey (1968).

Em 2013, a Criterion Collection lançou uma lista de dez filmes favoritos de Christopher em seu catálogo, a qual incluiu The Hit (1984), 12 Angry Men (1957), The Thin Red Line (1998), The Testament of Dr. Mabuse (1933), Bad Timing (1980), Merry Christmas, Mr. Lawrence (1983), For All Mankind (1989), Koyaanisqatsi (1982), Mr. Arkadin (1955) e, adicionalmente, Greed (1924), de Erich von Stroheim, não disponível pela Criterion.

A inclinação de Nolan ao emprego de histórias não-lineares recebeu particular influência do romance Waterland, de Graham Swift, obra essa que, segundo o diretor, "fez coisas incríveis com linhas temporais paralelas, e contou uma história em diferentes dimensões, que foi extremamente coerente".

Christopher também foi inspirado pela linguagem visual do filme Pink Floyd – The Wall (1982) e pela estrutura de Pulp Fiction (1994), sobre o qual confessou de ter ficado "fascinado com o que Tarantino havia feito".

Acerca de Interstellar o cineasta chegou a mencionar uma série de influências literárias, incluindo a Flatland, de Edwin Abbott Abbott, The Wasp Factory, por Iain Banks, e A Wrinkle in Time, de Madeleine L'Engle.

Outras influências citadas incluem o pintor figurativo Francis Bacon, o arquiteto Ludwig Mies van der Rohe, o artista gráfico Maurits Cornelis Escher e os autores Raymond Chandler, James Ellroy, Jim Thompson, Jorge Luis Borges e Charles Dickens, sendo que A Tale of Two Cities, deste último, esteve entre as grandes fontes de inspiração para The Dark Knight Rises.

Vida pessoal de Christopher Nolan

Nolan é casado com Emma Thomas, a quem conheceu durante os tempos de graduação na University College London, quando o então estudante tinha dezenove anos.

Ela trabalhou como produtora em todos os filmes do cineasta, e juntos fundaram a empresa de produção Syncopy Inc. O casal tem quatro filhos e reside em Los Angeles, Califórnia.

Christopher prefere não usar telefones celulares ou correios eletrônicos e sobre isso declarou: "Não é que eu sou um ludista e não gosto de tecnologia; eu apenas nunca me interessei (...) Quando me mudei para Los Angeles, em 1997, ninguém tinha telefones celulares, e eu nunca fui por esse caminho ".

Reconhecimento de Christopher Nolan

Tendo feito alguns dos filmes mais populares e influentes de sua época, Nolan e seu trabalho têm sido "intensamente abraçados, analisados ​​e debatidos tanto pelos fãs comuns de cinema quanto por críticos e acadêmicos especializados".

De acordo com o The Wall Street Journal, a sua "capacidade de combinar sucesso de bilheteria com ambição artística dotou-lhe de uma extraordinária influência dentro da indústria [cinematográfica]".

Geoff Andrew, do British Film Institute (BFI) e colaborador regular da revista Sight & Sound, definiu o cineasta como "contador de histórias persuasivamente inventivo", classificando-o, ainda, enquanto um dos poucos contemporâneos a produzir longas altamente pessoais dentro do ambiente comum de Hollywood.

O crítico também apontou que suas obras são ainda mais notáveis pela "virtuosidade técnica considerável e apelo visual", bem como pela "brilhante ingenuidade narrativa e inusual direcionamento adulto em meio a questões filosóficas complexas".

Scott Foundas, da Variety, deu-lhe o título de "mais importante contador de grandes histórias em sua geração". O cineasta tem sido elogiado por muitos dos mais famosos colegas de profissão, tendo alguns já citado seu trabalho como fonte de influência.

Rupert Wyatt, diretor de Rise of the Planet of the Apes (2011), disse numa entrevista ver Christopher como um "pioneiro... ele deve ser admirado como um cineasta mestre, mas também como alguém que tem dado provas contrárias aos pessimistas que nunca pensaram que uma audiência massiva moderna estaria disposta a abraçar histórias e personagens em tamanhos espetáculos".

Michael Mann elogiou Nolan por sua "visão singular" e chamou-o de "cineasta completo". Nicolas Roeg disse sobre o trabalho do realizador: "[seus] filmes têm uma magia (...) As pessoas falam sobre "arte comercial" e o termo é geralmente uma auto-negação; Nolan trabalha no ramo comercial e mesmo assim há algo muito poético na sua obra".

Discutindo a diferença entre filmes artísticos e filmes de grandes estúdios, Steven Spielberg referiu-se à trilogia de Batman como um exemplo de ambos, além de ter descrito Memento e Inception como "obras-primas".

Nolan também já foi elogiado por James Cameron, Guillermo del Toro, Danny Boyle, Wong Kar-Wai, Steven Soderbergh, Sam Mendes, Werner Herzog, Matthew Vaughn, Paul Thomas Anderson, Paul Greengrass, Rian Johnson, dentre outros.

O crítico Mark Kermode congratulou o diretor por trazer "a disciplina e a ética [características] da arte de realização cinematográfica independente" para os blockbusters de Hollywood, qualificando-o como "[a] prova de que você não tem de apelar para o menor denominador comum na busca pelo objetivo de ser rentável".

Em 2007, a Total Film classificou Nolan como o 32º maior diretor de todos os tempos e, em 2012, o The Guardian colocou-o em 14º na lista dos "23 melhores diretores do mundo".

No ano seguinte o Entertainment Weekly nomeou-o à 12ª posição entre os maiores diretores atuantes na contemporaneidade, escrevendo que "Nolan é o diretor raro e determinado a fazer você, espectador, sair do teatro depois de um filme e suspirar 'eu nunca vi nada como isso antes'.

Suas obras são cheias de reviravoltas e enigmas, e até mesmo a pipoca [das sessões de exibição] é recheada com apelo intelectual suficiente para preencher um currículo acadêmico.".

Christopher foi classificado em 2º no mesmo ranking em edição de 2011. Numa pesquisa com dezessete acadêmicos, realizada em 2013, acerca dos cineastas mais referenciados em ensaios e dissertações ao longo dos últimos cinco anos, Nolan apareceu como o segundo diretor mais estudado no Reino Unido, atrás de Quentin Tarantino e à frente de Alfred Hitchcock, Martin Scorsese e Steven Spielberg.

Em 2015, a revista Time o listou entre as "100 Pessoas Mais Influentes do Mundo". Seu trabalho também tem sido reconhecido como uma influência para jogos eletrônicos.

Em 2013, a revista oficial da marca Xbox posicionou o cineasta entre as cem pessoas mais importantes em jogos, postulando que "jogos eletrônicos começaram a direcionar mais o olhar aos seus filmes, corajosos e complexos".

Prêmios e indicações de Christopher Nolan

Recebeu uma indicação ao Oscar de Melhor Roteiro Original, por Memento (2000). Recebeu uma indicação ao Oscar de Melhor Roteiro Original, por Inception (2010).

Recebeu uma indicação ao Oscar de Melhor Filme, por Inception (2010). Recebeu uma indicação ao Globo de Ouro de Melhor Roteiro, por Memento (2000).

Recebeu uma indicação ao Globo de Ouro de Melhor Roteiro, por Inception (2010). Recebeu uma indicação ao Globo de Ouro de Diretor, por Inception (2010).

Recebeu uma indicação ao Globo de Ouro de Filme Dramático, por Inception (2010). Recebeu uma indicação ao BAFTA de Melhor Filme, por Inception (2010) Recebeu uma indicação ao BAFTA de Melhor Diretor, por Inception (2010) Recebeu uma indicação ao BAFTA de Melhor Roteiro Original, por Inception (2010) Ganhou o Independent Spirit Awards de Melhor Diretor, por Memento (2000).

Ganhou o Independent Spirit Awards de Melhor Roteiro, por Memento (2000). Ganhou o Prémio Especial do Júri no Festival de Deauville, por Memento (2000).

Ganhou o Prémio da Crítica no Festival de Deauville, por Memento (2000). Ganhou o MTV Movie Awards de Melhor Novo Diretor, por Memento (2000).

Ganhou o Scream Awards de Melhor Diretor, por The Dark Knight (2008) Recebeu uma indicação ao Oscar de Melhor Filme, por "Dunkirk" (2017).

Recebeu uma indicação ao Oscar de Melhor Diretor, por "Dunkirk" (2017).

Data de Aniversário de Christopher Nolan

Christopher Nolan comemora seu aniversário todo dia 30 de Julho, e é do signo de Leão.

Christopher Nolan: Idade e Data de Nascimento

Christopher Nolan nasceu em 1970, era Quinta-feira. Hoje tem 51 anos de idade.

Altura de Christopher Nolan

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Características Físicas

Altura Não informado
Peso Não informado
Peso Ideal Não informado
Olhos Não informado
Tom da pele Não informado
Sexo / Gênero Não informado

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