Foto de Ayrton Senna

Ayrton Senna

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Morte de Ayrton Senna

Ao participar da terceira corrida da temporada, o GP de San Marino, em Ímola, Senna rapidamente fez a terceira melhor volta da corrida, seguido por Michael Schumacher.

Senna iniciara o que seria a sua última volta na F1; ele entrou na curva Tamburello (a mesma em que bateu Nelson Piquet com a Williams em 1987 e também onde bateu Berger com a Ferrari em 1989) e perdeu o controle do carro devido a uma barra de direção quebrada, seguindo reto e chocando-se violentamente contra o muro de concreto.

A telemetria mostrou que Senna, ao notar o descontrole do carro, ainda conseguiu, nessa fração de segundo, reduzir a velocidade de cerca de 300 km/h (195 mph) para cerca de 200 km/h (135 mph).

Os oficiais de pista chegaram à cena do acidente e, ao perceber a gravidade, só puderam esperar a equipe médica.

Por um momento a cabeça de Senna se mexeu levemente, e o mundo, que assistia pela TV, imaginou que ele estivesse bem, mas esse movimento havia sido causado por um profundo dano cerebral.

Senna foi removido de seu carro pelo Professor Sid Watkins, neurocirurgião de renome mundial pertencente aos quadros da Comissão Médica e de Segurança da Fórmula 1 e chefe da equipe médica da corrida, e recebeu os primeiros socorros ainda na pista, ao lado de seu carro destruído, antes de ser levado de helicóptero para o Hospital Maggiore de Bolonha onde, poucas horas depois, foi declarado morto.

Foi um GP trágico. Além do acidente de Rubens Barrichello e das mortes de Senna e Roland Ratzenberger, o acidente entre J.J.

Lehto e Pedro Lamy fez arremessar dois pneus para a arquibancada, ferindo vários torcedores. O italiano Michele Alboreto, da Minardi, perdeu um pneu na saída dos boxes e se chocou contra os mecânicos da Ferrari, ferindo também um mecânico da Lotus.

Logo após o acidente de Senna, durante alguns minutos as comunicações no circuito entraram em colapso permitindo que o piloto Érik Comas, da equipe Larrousse, deixasse o pit stop e retornasse à corrida quando ela já havia sido interrompida.

Comas somente entendeu o que estava acontecendo quando os fiscais de pista mais próximos ao acidente tremularam nervosamente suas bandeiras vermelhas indicando-lhe a situação.

Se não fosse por essa atitude, ele poderia ter se chocado com o helicóptero que se encontrava pousado no asfalto da pista aguardando para levar Senna ao hospital.

A imagem de Ayrton apoiado na sua Williams, flagrado pelas tevês, com o olhar distante e perdido, pouco antes do início do GP, ficaria marcada para sempre entre seus fãs.

No Brasil, ficou muito difundida uma frase dita pelo jornalista Roberto Cabrini ao Plantão da Globo, boletim de notícias extraordinário da Rede Globo.

Logo após a confirmação da morte de Ayrton, pelo hospital, Cabrini noticiou dizendo, por telefone: "Morreu Ayrton Senna da Silva...

Uma notícia que a gente nunca gostaria de dar.". A temida curva Eau Rouge no circuito da Bélgica foi temporariamente readequada para a corrida de 1994.

A morte do piloto foi considerada pelos brasileiros como uma tragédia nacional e o governo brasileiro declarou três dias de luto oficial.

O governo brasileiro também lhe concedeu honras de chefe de Estado, com a característica salva de tiros. Entre o cortejo do caixão com o corpo do piloto desde o Aeroporto de Guarulhos até a Assembleia Legislativa, o velório, que durou aproximadamente 24 horas, e o cortejo final desde a Assembleia até o Cemitério do Morumbi, aproximadamente dois milhões de pessoas estiveram presentes.

Na corrida seguinte a Ímola, em Mônaco, a FIA decidiu deixar vazias as duas primeiras posições no grid de largada, e elas foram pintadas com as cores das bandeiras brasileira e austríaca, em homenagem a Senna e Ratzenberger.

O corpo de Senna foi sepultado no jazigo 11, quadra 15, setor 7, do Cemitério do Morumbi, em São Paulo, na quinta-feira, dia 5 de maio.

Em 2014, aos 20 anos de seu acidente fatal, o presidente da Ferrari Luca di Montezemolo revelou que Senna queria encerrar sua carreira em sua equipe.

Ao longo dos anos a morte de Ayrton Senna foi alvo de algumas teorias conspiratórias, como de que a Williams pilotada por Senna teria sido sabotada a mando da FIA, ou que ele teria sido assassinado com um tiro ou sofrido um desmaio ou um infarto no momento em que morreu.

Além dessas, outras teorias, como a que o piloto teria se suicidado ou até mesmo que ele sequer teria morrido, são as principais histórias criadas em torno do assunto.

Outras atividades de Ayrton Senna

Além das corridas de carros, Ayrton dedicava-se a tudo que apresentasse algum nível de velocidade, como por exemplo: jet-skis, motos, aeromodelos e principalmente helicópteros.

Ayrton tinha o seu próprio helicóptero – um Esquilo – e acabou por tornar-se piloto privado, conseguindo o seu brevê em 1993.

No dia 10 de outubro de 1993, Ayrton realizou o "check final" do brevê. Depois de uma hora e 40 minutos de voo, o coronel Fiúza – oficial da Força Aérea Brasileira – que ficou incumbido de "brevetar" Senna para helicópteros, ficou impressionado com a qualidade do novo "brevetado".

Ayrton teve três helicópteros "Esquilos", pilotando dois deles, o HYO e o HNY. No total, voou pouco mais de 100 horas, registradas na CIV (Caderneta de Informações de Voo).

Sua última decolagem aconteceu no dia 3 de abril de 1994, partindo de sua fazenda em Tatuí – interior de São Paulo – para o Campo de Marte – zona norte da capital paulista.

Patrocínios de Ayrton Senna

Em 1982 Ayrton conseguiu seus primeiros patrocinadores de peso. A primeira parceria se deu com a Riachuelo por meio da marca Jeans Pool, lançada e comandada na época por Flávio Rocha.

Segundo Flávio, a quantia designada a patrocinar a jovem promessa girava em torno de 100 mil dólares. A marca continuou com o piloto até 1984.

No mesmo ano foi a vez do Banerj, comandado na época por Israel Klabin. A parceira durou até o final da temporada de 1983, quando já era comandado por Marcello Alencar.

No seu período de Lotus, entre 1985 e 1987, Ayrton manteve um contrato de patrocínio com os cigarros "John Player Special", que eram fabricados no Brasil pela Souza Cruz.

A marca inglesa de cigarros igualmente patrocinava a equipe britânica. Em 1986, segundo o gerente de lançamentos de produtos da Souza Cruz, o inglês Peter Robertson, Ayrton já era a figura mais popular do Brasil.

Tanto que foi montado o "Projeto Ayrton Senna", que consistia na veiculação de comerciais no rádio e TV sob o título "Pisa Fundo Ayrton", além de publicidade nas principais revistas do país.

Mantinha um contrato de patrocínio com o Banco Nacional, que nos últimos anos de vida lhe rendia cerca de 7 milhões de dólares anuais.

O boné azul do Banco, usado pelo piloto em suas entrevistas coletivas e outros eventos, ficou bastante associado à imagem do brasileiro.

O artefato é vendido pela loja virtual da marca Ayrton Senna. Um dos pilares em que o Banco Nacional se apoiou para se tornar um dos principais bancos nacionais entre o final da década de 80 e início da década seguinte, foi a sua associação com a imagem de Senna.

Ayrton se transformou em garoto propaganda da instituição financeira em 1984 e a partir de então ajudou a tornar a marca do banco conhecida em todo o Brasil.

O Nacional criou algumas campanhas relacionadas ao tricampeão, como por exemplo a Torcida Nacional, que dava prêmios com a marca do piloto para quem fizesse uma aplicação ou adquirisse um produto do banco.

Vida pessoal de Ayrton Senna

Ayrton Senna era devoto do catolicismo e costumava ler a Bíblia durante os voos que fazia entre São Paulo e Europa.

Em Senna, documentário sobre sua carreira de piloto (lançado em 2010), Viviane Senna (irmã de Ayrton) revelou que pouco antes de sua morte ele abriu a Bíblia em uma página: "Naquela manhã quando ele acordou, pediu a Deus para falar com ele.

Abriu a Bíblia e leu um texto que falava que Deus ia dar para ele o maior presente de todos os presentes.

Que era Ele mesmo". Em relação à política, Ayrton Senna nunca gostou de dar declarações a respeito, evitando revelar votos em eleições, elencar candidatos de sua estima e opinar sobre questões ideológicas específicas.

Porém, em 1986, Ayrton apoiou o empresário Antonio Ermírio de Moraes ao governo do estado de São Paulo. No futebol, Ayrton Senna se declarava torcedor do Corinthians, fato muito celebrado pela torcida do clube por sua própria condição de ídolo nacional.

Em 1988, logo após o primeiro título mundial, Ayrton tornou-se sócio do clube português Os Belenenses. A adesão do piloto se deu através de uma ação de marketing do então presidente, Miguel Pardal.

Além de Nelson Piquet, o francês Alain Prost, que foi companheiro de Senna por duas temporadas na McLaren-Honda, fez uma das rivalidades mais acirradas da história da F-1.

Desde o final do campeonato de 1988, havia tensão no relacionamento entre ambos, com o francês acusando a McLaren de dar tratamento preferencial a Senna.

A relação se deteriorou durante a temporada de 1989, quando ambos já não se falavam. A colisão dos pilotos durante o GP do Japão daquele ano selou o auge da inimizade.

Na temporada de 1990, Prost trocou a equipe pela Ferrari, e Senna daria o troco no rival, em mais um campeonato decidido em uma batida - desta vez favorável ao brasileiro.

Mas a relação entre os dois pilotos melhorou após a aposentadoria do francês, e Senna e Prost se aproximaram em 1994.

Antes do anúncio da morte de Ayrton Senna, Prost imediatamente havia se solidarizado após o acidente. O francês participou do funeral do piloto.

"O Ayrton e eu tínhamos uma ligação. A sua morte foi o final da minha história com a Fórmula 1.

Ninguém pode falar do Ayrton sem falar de mim e ninguém pode falar de mim sem falar dele", declarou Prost.

O piloto francês chegou a fazer parte do conselho consultivo do Instituto Ayrton Senna. Ayrton não teve filhos, até sua morte teve três sobrinhos, o piloto Bruno Senna, Bianca Senna e Paula Senna - filhos de Viviane Senna.

Sobre Bruno, Ayrton declarou em 1993: "Se vocês acham que eu sou rápido, esperem para ver meu sobrinho Bruno.".

Legado e homenagens de Ayrton Senna

A reforma do autódromo de Interlagos em 1990, que teve uma mudança radical no traçado, foi proposta para seguir as regras de limites de distância de um circuito da FIA, e uma grande curva inclinada foi sugerida para ligar a reta dos boxes à curva do sol.

Ayrton propôs um "S" que ligasse as duas retas, daí o nome de "S do Senna", pelo design do tricampeão, e não somente uma homenagem a ele.

Com a morte de Ayrton Senna, novas normas de segurança foram implementadas para a F1. Novas barreiras, curvas redesenhadas, altas medidas de segurança e o próprio cockpit dos pilotos foram as mudanças feitas na F1, ligadas diretamente à sua morte.

Ayrton Senna contribuiu para o desenvolvimento do projeto base do protótipo Honda NSX, lançado em 1990, em sua fase de testes.

Isso se deu durante o acordo feito entre a montadora Honda, que se mantinha como fornecedora de motores para equipe McLaren.

Ayrton contribuiu realizando vários testes de desempenho e controle durante longas sessões no Circuito de Suzuka. Sua influência na sociedade brasileira fez com que houvesse um crescimento de crianças batizadas com o nome "Ayrton" na década de 1990 em relação à década de 1980, de 269%.

O nome "Airton" também obteve um crescimento na mesma década. Em 1994, o cantor Elymar Santos gravou uma música chamada "Guerreiros não morrem jamais" em homenagem ao piloto.

Em dezembro de 2009 a revista inglesa Autosport publicou uma matéria onde fez uma eleição para a escolha do melhor piloto de Fórmula 1 de todos os tempos.

A revista consultou 217 pilotos que passaram pela categoria e Ayrton Senna venceu a votação. A rede de comunicação estatal britânica BBC elegeu o brasileiro Ayrton Senna como o melhor piloto de Fórmula 1 da história.

"Provavelmente nenhum piloto da Fórmula 1 tenha se dedicado mais ao esporte e dado mais de si mesmo em sua rígida busca pelo sucesso.

Ele era uma força da natureza, uma combinação incrível de muito talento e, em alguns casos, uma determinação espantosa", aponta o texto publicado no site da BBC.

Em 2012, o SBT realizou o programa O Maior Brasileiro de Todos os Tempos para eleger a maior personalidade do país.

Ayrton Senna ficou entre os seis mais votados, primeiro entre os esportistas. Em 2014, ano em que se completaram duas décadas de sua morte, a escola de samba do Rio de Janeiro Unidos da Tijuca levou o tricampeão mundial de Fórmula 1 de volta às pistas, como tema do enredo "Acelera, Tijuca!".

Além de reverenciar Senna, o carnavalesco Paulo Barros mostrou o universo da velocidade e do automobilismo. Fã de Ayrton, o presidente da agremiação, Fernando Horta, revelou que a família de Senna abraçou a ideia e estaria diretamente envolvida na pesquisa e no desenvolvimento do enredo.

A escola sagrou-se campeã do carnaval carioca de 2014. No mesmo ano, Ayrton Senna foi o primeiro piloto de Fórmula 1 a ser homenageado pela gigante das buscas, a empresa Google.

O 54º aniversário do tricampeão mundial recebeu celebração também através do Google Doodle. Ainda em 2014, o programa Esporte Espetacular, da Rede Globo, exibiu a série "Ayrton Senna do Brasil", que relembrou os detalhes da vida do tricampeão mundial de F1 morto em 1994.

Esse é o resultado de uma parceria entre a TV Globo e a produtora Bizum para relembrar aos brasileiros um herói nacional das manhãs de domingo.

A série foi exibida em quatro episódios. Pesquisas apontam o piloto como o maior ídolo do esporte no Brasil, ganhando inclusive a alcunha de herói nacional por parte da mídia especializada.

Também em sua homenagem há a Praça Ayrton Senna, no Centro Esportivo Modelódromo, próximo ao Parque do Ibirapuera, no bairro do Paraíso, em um espaço de aproximadamente 15 mil m², inaugurada em 1º de maio de 2017.

No local, o Monumento a Ayrton Senna está em um ponto elevado e cercado pelas bandeiras do Brasil, do estado e da cidade de São Paulo.

A escultura foi totalmente restaurada pela iniciativa privada e recebeu uma réplica da bandeira que a compunha - já que a original foi roubada em 2004.

Além da já mencionada obra, a praça conta com uma réplica do capacete do piloto feita igualmente em bronze fundido, mesmo material da escultura.

As peças contarão com iluminação especial. Em 2014, um estudo feito pela empresa de análise de crédito ProScore, apontou Senna como a segunda personalidade paulista que mais dá nome a logradouros, atrás somente do escritor Monteiro Lobato e à frente de nomes como do bandeirante Fernão Dias, o padre jesuíta José de Anchieta e o também bandeirante Raposo Tavares.

Em maio de 2017, o governo do Principado de Mônaco, através do seu príncipe Albert II, prestou uma série de homenagens a Ayrton Senna na semana do Grande Prêmio de Mônaco de Fórmula 1. A primeira delas foi a inauguração de uma escultura com duas placas na curva Fairmont, onde fica o hotel de mesmo nome, que igualmente recebeu uma homenagem ao tricampeão mundial; uma suíte temática batizada com o nome do piloto.

Seguiram-se uma exposição com itens especiais usados pelo piloto durante a carreira no Yatch Club de Mônaco e no Paddock Club.

O pintor Armin Flossdorf também homenageou o brasileiro fazendo seis pinturas ao vivo, uma para cada vitória do brasileiro em Mônaco.

Também foi exibida para a imprensa internacional a nova coleção especial com roupas, acessórios e itens colecionáveis da Ayrton Senna Shop, bem como a primeira versão de uma moeda de euro comemorativa com o rosto de Ayrton Senna.

Uma outra homenagem especial aconteceu nos telões espalhados pelo circuito de Monte Carlo com um vídeo sobre Senna. No dia 10 de novembro de 2017, estreou no Rio de Janeiro, no Teatro Riachuelo, Ayrton Senna, O Musical, que contava com Hugo Bonemer no papel do piloto.

A obra teatral não era uma biografia sobre Senna, mas uma homenagem ao tricampeão da Fórmula 1. Em São Paulo, estreou em 16 de março de 2018 no Teatro Sérgio Cardoso.

A McLaren Automotive anunciou em 9 de dezembro de 2017, na Inglaterra, um supercarro esportivo chamado McLaren Senna. Segundo a empresa, é o McLaren mais rápido já feito em sua história.

Seriam produzidas 500 unidades, ao preço de aproximadamente 750 mil libras esterlinas. O supercarro esportivo foi divulgado ao público em 6 de março de 2018 no Salão Internacional do Automóvel de Genebra.

Em 1º de maio de 2019 foi realizado o "Senna Day Festival", evento em homenagem aos 25 anos do legado do piloto, que recebeu cerca de 15 mil pessoas no Autódromo de Interlagos.

O festival contou com atrações musicais, atividades esportivas, exposições, corridas, caminhada, atividades infantis e automobilismo. No mesmo dia aconteceu o "Ayrton Day", evento realizado no Autódromo Enzo e Dino Ferrari em Ímola, Itália.

No mesmo autódromo ficou em exibição a exposição Ayrton Mágico, dentro do museu Checco Costa. Em 2020, Senna foi considerado o piloto mais rápido das últimas quatro décadas, segundo estudo encomendado pela categoria à Amazon Web Services (AWS).

A AWS utilizou em seu estudo tecnologia de aprendizado de máquina para analisar os dados de todos os pilotos de 1983 até 2020.

O desempenho dos pilotos foi aferido pelos seus tempos de qualificação, que foram comparados com o desempenho de seus companheiros de equipe.

Segundo os pesquisadores, os treinos, mais que as corridas em si, fornecem tempos mais legítimos para a discussão sobre quem é o mais rápido da história.

Foram analisados 142 pilotos, com Senna em primeiro lugar, a frente de Michael Schumacher em 0s114. O estudo enfrentou muitas críticas e foi classificado pela imprensa como "polêmico" e "controverso", já que aparecem nas primeiras posições pilotos novos e sem títulos à frente de campeões como Sebastian Vettel, Alain Prost e Nelson Piquet.

Apesar da controvérsia, muitos apontaram que a posição de Senna como o mais rápido oferece pouca polêmica, bem como a lista dos três primeiros (Senna-Schumacher-Hamilton).

Estilo de Pilotagem de Ayrton Senna

Senna tinha um estilo de pilotagem conhecido como "agressivo": Ele freava muito pouco na entrada das curvas; utilizando o freio motor para fazer reduções fortíssimas.

Além disso, ele tangenciava mais tarde nas curvas, esterçando bastante o volante, e carregando mais velocidade à curva. Ayrton Senna era um excelente acertador de carros.

Numa época em que a telemetria ou não existia, ou engatinhava, os engenheiros que trabalhava com o Ayrton afirmam que ele passava horas conversando com eles em busca das melhores soluções, que sempre funcionavam e os ganhos eram sentidos na pista.

Não por menos, ele foi um dos poucos pilotos - se não o único - a testar pessoalmente o desenvolvimento tecnológico dos sistemas de freios.

Na época em que Senna conduzia, os carros da F-1 possuíam câmbios manuais e três pedais. Com isso, Senna fazia como ninguém o uso de uma técnica de frenagem conhecida como "punta-taco", cujo objetivo era manter a rotação do motor mais alta nas reduções e evitar os "trancos".

Além disso, Senna foi um dos primeiros a entender a importância da preparação física para os pilotos. Conforme dito por Gerhard Berger em seu livro, Senna "havia atingido um nível inteiramente novo em preparação física no mundo do automobilismo.

Para conseguir fazer o melhor, é necessário treinar tão duro quanto qualquer atleta profissional. E Senna foi o primeiro a fazer isso".

Rei da ChuvaNo início da carreira, Ayrton não era um exímio piloto em condições de chuva. Em uma corrida de kart, ele fez uma péssima prova no molhado.

Depois desse dia, Ayrton passou a treinar freneticamente quando chovia em São Paulo. Quando as primeiras gotas de chuva começavam a cair, Ayrton preparava o seu equipamento e partia rumo ao Kartódromo de Interlagos. Exemplos de grandes corridas do Ayrton nestas condições são: GP de Mônaco de 1984, GP de Portugal em 1985, GP da Bélgica 1985, GP da Inglaterra 1988, GP da Alemanha 1988, GP da Japão 1988, GP da Bélgica 1989, GP do Canadá 1990, GP do Brasil 1991, GP de San Marino 1991, GP da Austrália 1991, GP do Brasil 1993, GP da Europa 1993 e GP da Japão 1993.

Controvérsias de Ayrton Senna

Em 1989, Senna concedeu uma entrevista ao programa Jô Soares Onze e Meia no SBT. Senna foi questionado pelo apresentador sobre a compra de uma mansão em Miami e se já estaria rico.

Senna respondeu: "Comprei a casa em várias parcelas. Rico mesmo é o filho do governador do Maranhão, que comprou uma mansão ao lado, maior que a minha, à vista e em dinheiro vivo".

Senna estava se referindo a Edinho Lobão, filho do então governador do Maranhão Edison Lobão, que nunca desmentiu a história.

Na época, Edinho ganhou o apelido de "Edinho 30", por causa dos percentuais que supostamente levava "por fora" em negócios feitos com o governo do estado.

Em abril de 1993, logo após uma sessão de cinema, no "Liberts" na Avenida Paulista, o repórter Otavio Cabral do Notícias Populares teria sido agredido por Senna.

Ayrton tentou de início argumentar com os repórteres presentes no local, para que não tirassem fotos ou fizessem uma bateria de perguntas, afinal ele estava em um momento de lazer.

Porém, o momento que desencadeou a fúria de Ayrton foi quando o já citado repórter perguntou; "Essa história da gravidez da Marcella Praddo.

Afinal, a filha é sua ou não é?". Na sequência, Ayrton teria dado um tapa na orelha do repórter, arrancado-lhe a máquina fotográfica e a arremessado contra o vidro do cinema.

Obras escritas por Senna de Ayrton Senna

Ayrton Senna escreveu um livro em 1991 sobre as técnicas de pilotagem de um carro de corrida. A obra foi publicada na Itália e posteriormente lançada em outras línguas, como o inglês e português.

"Guidare in Pista", Editora La Mille Miglia Editrice (1991). "Ayrton Senna's Principles of Race Driving", Editora Hazleton Pub (1993). "A Arte de Pilotar", Editora Globo (1993).

Data de Aniversário de Ayrton Senna

Ayrton Senna comemora seu aniversário todo dia 21 de Março, e é do signo de Áries.

Ayrton Senna: Idade e Data de Nascimento

Ayrton Senna nasceu em 1960, era Segunda-feira. Hoje tem 61 anos de idade.

Altura de Ayrton Senna

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Características Físicas

Altura Não informado
Peso Não informado
Peso Ideal Não informado
Olhos Não informado
Tom da pele Não informado
Sexo / Gênero Não informado

Também fazem aniversário no dia 21 de Março

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